Dia do Quadrinho Nacional… com a Panini

Aproveitando a pausa do almoço para colocar aqui um assunto que eu havia jogado só no Twitter.

O Carlos Brandino fez um breve relato em seu blog daquilo que viu e ouviu no evento com editores da Panini no Dia do Quadrinho Nacional. E a coisa pegou fogo, hehe!

O negócio já tinha ficado meio nhé pra mim quando vi o convite do evento, onde colocaram o 30 de janeiro como o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, como se a data se referisse aos quadrinhos em geral, quando todos nós sabemos que se refere à HQ nacional.

Confesso que dei boas risadas das perguntas sem noção feitas pelo público presente, transcritas pelo Carlos. Quanto ao evento, só há uma coisa a dizer:

E os garis, Boris?

Diário Prático

Era pra ter recomendado esse link ontem, no Dia do Quadrinho Nacional, mas eu tava ocupado com outras coisas e não deu. Acompanhem o podcast do Pedro Bahia, o Diário Prático.

No final dos anos 90 (se não me falha a memória), O Pedro escrevia uma coluna pra Comix Book Shop Magazine, e era o que me fazia comprar a revista. Não sei mais nada sobre ele além disso.

No podcast ele tá fazendo mais ou menos o que fazia na coluna, só que de maneira mais aprofundada, com mais conteúdo – obviamente, um reflexo do conhecimento que ele acumulou de lá pra cá. E compartilha um pouco desse conhecimento com quem quiser ouví-lo. Eu ouço e acho que vocês deviam ouvir também. Principalmente a galera dos super-heróis brasileiros.

O Pedro parece especialmente preocupado com esse tema, e faz críticas muito pertinentes aos super-heróis canarinho (se bem que, depois do mais recente podcast ter ido ao ar, os anteriores sumiram). Se pelo menos uma parte dos autores de super-heróis brasileiros conseguirem deixar a arrogância de lado e ouvir as considerações do Pedro sobre o assunto, acho que vamos conseguir dar alguns passos pra frente no gênero. E não pra trás, como tem sido até agora.

Antes que me joguem pedras por esse comentário, digo que as críticas do Pedro serviram pra mim também. Falo dos Exploradores do Desconhecido. Ele nunca criticou esse trabalho, penso até que nem leu, mas as considerações dele sobre quadrinhos em geral me fizeram refletir e certo dia me dei conta de que estava fazendo só um gibi-homenagem aos Desafiadores do Desconhecido e Jornada nas Estrelas. Não tem problema fazer homenagem, mas o quadrinho nacional não pode viver de homenagens, né? E é só disso que estávamos vivendo (até pouco tempo atrás, com o surgimento dos quadrinhos independentes): todo mundo homenageando todo mundo. Eu entrei nessa fria também. Ainda tento produzir a HQ dos Exploradores, movido por um muito, muito vago senso de compromisso. Mas sem o entusiasmo de antes. Deixo claro, porém, que esse não foi o motivo que fez o negócio desandar. Só estou falando disso agora porque tem a ver com o assunto.

No podcast dessa semana, O Pedro fala sobre garotas e quadrinhos. Faz uma breve crítica dos quadrinhos adultos (segundo ele, e eu assino embaixo, os quadrinhos adultos de hoje parecem ser feitos para sociopatas) e a velha mania brasileira de fazer gibis com mulheres nuas (ou seminuas) na capa  – e depois não entender porque esses gibis não vendem. Uma mania que permanece até a presente data.

Vivendo e não aprendendo, esses somos nós!

Um ano

Nem tinha me tocado: em dezembro este blog fez um ano de vida. Agora que me dei conta disso, em vez de fazer o que sempre faço depois de um ano (mudar de endereço :D ), segui o que manda a tradição blogueira. Mudei um pouco a aparência do blog.

Outra mudança é que vou direcionar meus posts curtos (geralmente só links e/ou notícias) apenas para o Twitter, que agora tem uma janela definitiva aí do lado. Só pra evitar que isto vire um blog de notas.

Bastidores de FIM

Anos atrás, quando o Abs me passou o roteiro de FIM (disponível para leitura gratuita na página de HQs/BDs) minha idéia inicial era fazer um curta-metragem animado em Flash.  O negócio não foi pra frente devido a certas dificuldades técnicas que, na época, eu não tinha como resolver. Acabei fazendo uma HQ mesmo, como era o plano original do Abs.

Sobrou uma pequena curiosidade dessa época: eu havia construído um modelo 3d do “Stonehenge Voador” da história e cheguei a animar uma ação curtinha com ele.  Nem lembrava mais disso, só lembrei hoje quando mexia nuns arquivos antigos meus. A cena em questão é essa:

Notas

  • Nosso mano Alexandre Lancaster lançou um blog sobre o projeto dele, a série EXPRESSO.
  • Se interessar a alguém, subi pra rede o filme A Terra Que O Tempo Esqueceu, classicão de aventura de 1975 que fez a alegria dos moleques (e molecas?) do final dos anos 70 ao início dos 80. Com Doug McClure, o rei dos filmes de aventura! Na verdade não dá pra visualizar o filme aqui (na página só tem a sinopse e algumas imagens), só no 4Shared. O WordPress tem umas frescuras que irritam, e uma delas é que não dá pra colocar nada do 4Shared no blog. Penso que tá na hora de sair daqui antes que isso vire um Blogspot. Ou ficar só no Twitter. Se bem que quase não uso aquilo lá. É meio ruim ficar sem um portfólio online, mas o Google Pages e o Flickr tão aí pra isso mesmo.

Rabiscos do Dia

No meio dos rabiscos de hoje, alguns personagens de Street Fighter. O Balrog eu chupinhei de um desenho que vi no Google. O resto saiu da cachola mesmo. Tem um Luluzinha Teen também. Estaria eu apto a desenhar a personagem? :D

Notas

  • O Impulso HQ entrevistou o Fernando Ikoma.
  • Falando em cagadas do mercado editorial (vide post anterior), saiu mais uma, via Blog dos Quadrinhos (de novo). Acho que só o Paulo Ramos tem coragem de mostrar o Lado B do mercado editorial mesmo.

Sobre o Natal… Olha, meu espírito natalino é ZERO. Não fiz cartãozinho. Não vou fazer. Vou usar um cartão que o Joe Jusko postou no Deviantart dele e eu roubei, pode ser? Tó:

Comando V cancelada

O JJ Marreiro já havia me falado num dos nossos bate-papos. Agora é oficial.

Uma pena pros leitores que curtiram o material, e acho que o traço do Allan Goldman vai fazer muita falta na HQ nacional. Mas quem pode condenar o cara? Quem consegue ficar por muito tempo produzindo quadrinhos neste país sem ganhar um centavo? O cidadão vai viver do quê? De brisa?  E quando você vê coisas como essa acontecendo o tempo todo, o tempo todo,  no mercado editorial… Quem ainda consegue ter ânimo?

Mas sei que não foi esse o motivo do Allan ter jogado a toalha – o rapaz tava se dando bem na gringa. Vai atrás de outros sonhos.

Eu realmente não tenho condições de dizer pro Allan “Queísso, manô, pára com essa história”. Quero mais é que ele se dê bem na nova carreira que abraçou.

Boa sorte aí, Allan!

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